Endividamento do consumidor de Maceió alcança 64,5%

28/04/2016 18:53

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), referente ao mês de abril de 2016, apontou que o endividamento do consumidor de Maceió é de 64,5%, após dois meses de redução do nível geral de endividamento. Este mês houve um aumento de 0,7 pontos percentuais em relação ao mês de março. A pesquisa é realizada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (IFEPD/AL), em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
 
Do total de endividados, 24% consideram que estão muito endividados, isto é, um aumento de 0,8 p.p em relação ao mês anterior. Já para 18,6% se consideraram mais ou menos endividados, o que significa uma redução de 1,5 p.p. Uma parte dos entrevistados, 21,8%, afirmara que estão pouco endividados, o que corresponde a um aumento de 1,3 p.p.. Conforme a pesquisa, 35,2% não possuem dívidas de nenhuma espécie, ou seja, uma redução de 0,9 p.p.
 
A maior parcela das dívidas dos consumidores de Maceió está concentrada no uso do cartão de crédito que representou 86,7% ou um aumento de 2,7 p. p., em relação ao mês de março, devido à explosão de ofertas de cartão de crédito por financeiras, grandes lojas e bancos durante os últimos anos. Por ordem, as seguintes formas de endividamento bastante utilizadas são: carnês de loja 8,2% (redução de 0,6 p.p. ante mês anterior) e crédito pessoal 6% (aumento de 0,3 p.p ante mês anterior).
 
O levantamento indica redução da parcela de consumidores com contas em atraso e inadimplentes. Os dados apontam para um aumento do número de consumidores que possuem dívidas, mas que pagam em dia. A variação em pontos percentuais corresponde a 0,9 p.p., em relação ao mês anterior, para endividados em atraso; de 2,5 p.p. negativo para a inadimplência de março para abril e de 4,1 p.p. do aumento de endividados adimplentes, ou seja, que conseguem pagar em dia as dívidas.
 
Com relação ao mesmo período do ano passado, houve um crescimento de 2,5 p.p. do total de endividados. Um aumento de 10,3 p.p. dos consumidores com contas em atraso e um aumento de 6 p.p. das famílias inadimplentes. Já os endividados com condições de pagamento reduziram em 14,8 p.p, considerando março de 2016 com o mesmo período do ano anterior.
 
A PEIC não mensura as dívidas de consumo autônomo, isto é, contraídas para subsistência, como o consumo de alimentos, pagamento de energia elétrica, mensalidade escolar. A pesquisa considera as dívidas com o uso do cartão de crédito, de financiamento de carros, imóveis, carnês de loja, empréstimo pessoal. “Não podemos levar como ponto negativo o endividamento das famílias, pois sinaliza maior consumo.
 
O problema não é a dívida em si, mas o comprometimento da renda em relação às dívidas, o atraso e a inadimplência. Esta última pode ser consequência da desorganização financeira ou do desemprego”, explicou o economista do IFEPD, Felippe Rocha. Segundo Felippe, os dados para o mês de abril demonstram uma retomada tímida de consumo. Para ele, a campanha Liquida Geral Alagoas teve interferência positiva quando conseguiu movimentar no comércio R$ 32 milhões com descontos de até 70% nas lojas participantes. “O Dia das Mães deve contribuir com o consumo e, praticamente, emendar esse período de compras com a campanha que encerrou da Liquida”, afirmou.

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