Experimentando a paternidade no cinema, Marcos Veras afirma: "Adoro a ideia de ser pai"

Ator interpreta em 'O Filho Eterno', o escritor Roberto ao lado da atriz Débora Falabella

A história de um pai em conflito, descobrindo as dificuldades de criar um filho com síndrome de Down. Esse é o enredo do filme 'O Filho Eterno', em que o público vai conhecer um lado ainda oculto de Marcos Veras: o drama. Conhecido pelos papéis humorísticos, o ator estreou esta semana seu primeiro personagem do gênero nos cinemas.

 

É uma história sobre paternidade. O filme fala da complexidade de criar um filho, um novo ser que muda o resto da sua existência para sempre. As atitudes dele são questionáveis, às vezes dá raiva, às vezes é compreensível, mas são humanas. É um cara que tem uma frustração profissional, passa por uma crise no casamento e joga todas as expectativas no nascimento desse filho. Mostramos a curva dele aprendendo a amar", explica Veras, de 36 anos, que interpreta o escritor Roberto.

O longa é inspirado no livro homônimo e autobiográfico do escritor catarinense Cristovão Tezza. Escolhido por meio de testes com mais de 50 crianças, o estreante Pedro Vinícius faz o papel de Fabrício.

 

"Chegando a Curitiba (onde aconteceram as gravações), em 20 minutos nós já éramos melhores amigos! Ele é um menino encantador, inteligente, com um humor muito peculiar, de fazer inveja em muito adulto. Não sou pai, mas esse filme mexeu em emoções que eu nem sabia que existiam" conta Veras, que é casado com a atriz Júlia Rabello: "Adoro a ideia de ser pai, vai acontecer na hora certa".

 
Para o diretor Paulo Machline, ter Veras no filme traz uma leveza necessária. "Ele é um ator solar, as pessoas já têm uma empatia natural. Eu carrego o personagem para situações sombrias e ele fala coisas absurdas em relação ao filho. Se eu trouxesse um ator ligado ao drama, isso poderia fazer com que o público não torcesse pelo principal objetivo dele, que é amar aquele filho", explica.

 

 

No filme, a mulher do escritor, Claudia, é interpretada por Débora Falabella. Se no livro sua presença não é tão comentada, no longa a personagem ganha protagonismo. "Ela é um porto seguro naquela família. Claudia tem que levar amor para o filho e dinheiro para a família. Até o momento em que ela desaba de verdade" conta Débora, que se orgulha de ter feito o filme: "É muito importante como artista fazer um trabalho como esse, falar sobre personagens que às vezes têm preconceitos escondidos, mas que estão dentro deles".

 
 

 

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