Mais de R$ 2 bilhões e crescimento de 25%: receitas dos grandes explodem em 2015

29/04/2016 13:05

São Paulo

A cada temporada, mais dinheiro circula no futebol brasileiro. Ao todo, o faturamento dos oito grandes que já divulgaram os seus balanços financeiros foi de R$ 2,203 bilhões em 2015 contra R$ 1,759 bilhão em 2014. O crescimento de 25% nas receitas não esconde, ainda assim, o prejuízo com que a maioria dos clubes trabalha. São Paulo, Santos, Atlético-MG e Cruzeiro fecharam as suas contas no negativo até aqui.
 
O prazo para que os demais publiquem os seus balancetes é o próximo dia 30, sábado.
Mesmo com déficit, o Cruzeiro foi responsável pela maior receita no ano passado, saltando de R$ 223 milhões para R$ 364 milhões. O aumento passa diretamente pelo desmanche da base bicampeã em 2013 e 2014. Entre outros, foram negociados Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Lucas Silva, Egídio e Marcelo Moreno. Foram arrecadados R$ 142 milhões com suas saídas.
 
A diretoria celeste ainda registrou a entrada de R$ 133,4 milhões em publicidade e transmissões de TV. Existe a suspeita de que ela tenha incluído, no entanto, as luvas recebidas com a renovação até 2020 dos direitos de transmissão com a Rede Globo e ferindo as normais contábeis.
 
Procurada pela reportagem, a sua assessoria informou que “as informações financeiras do clube são divulgadas apenas no balanço da forma que estão dispostas”.
 
Ainda que sem a devida transparência em seus números, o Cruzeiro conseguiu, assim, ficar à frente do Flamengo, que viu entrar em seu caixa R$ 356,2 milhões – em 2014, foram R$ 334 milhões – e Palmeiras, que arrecadou R$ 351,4 milhões  - R$ 244,1 milhões no último ano.
 
As receitas rubro-negras estão divididas de forma mais equilibrada, entre direitos de transmissão (36%), marketing e comercial (33%) e torcida (25%). No Palmeiras, a maiores verbas vieram de direitos de transmissão (R$ 88,4 mi) e arrecadação de jogos (R$ 87,2 mi), seguido de patrocínios (R$ 69,7 mi).
 
O São Paulo, por sua vez, totalizou R$ 330 milhões, R$ 76,7 milhões a mais do que na última temporada. Desse valor, R$ 108,8 milhões foram provenientes de negociações.
 
Nem todo esse montante, porém, ficou nos cofres tricolores. Do valor bruto, somente R$ 61,4 milhões foram para tricolor paulista, enquanto R$ 47,3 mi acabaram destinados ao pagamento de intermediações e porcentagens referentes a terceiros.
 
A mesma política em suas contas foi seguida pelo Inter, que se ‘consagrou’ mais uma vez como clube vendedor e viu seu faturamento ir de R$ 205 milhões para R$ 297 milhões com as vendas de Alisson, Aranguiz, Caio e outros atletas.
 
Com 46% de suas receitas advindas dos direitos de transmissão, o Atlético-MG viu a sua arrecadação de R$ 174 milhões em 2014 e chegar a R$ 242 milhões na última temporada.
 
O Botafogo, mesmo na Série B durante o ano passado, teve superávit, em sua maior parte explicada a partir dos R$ 113,8 milhões que entraram em seus cofres.
 
Já o Santos acabou sendo exceção no cenário de crescimento de receitas e viu sua arrecadação diminuir em relação a 2014. No exercício anterior, foram R$ 171,2 milhões, contra R$ 169,9 milhões nos resultados de 2015.

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