Projetos, oferta de terrenos e debate: Fluminense sonha com estádio próprio

08/04/2016 15:00

Construção do CT gera conhecimento a estudo de viabilidade. Peter Siemsen defende ideia, impulsionada pela falta de autonomia do Tricolor no MaracanãConstrução do CT gera conhecimento a estudo de viabilidade. Peter Siemsen defende ideia, impulsionada pela falta de autonomia do Tricolor no Maracanã

Torcida Fluminense Maracanã (Foto: Bruno Haddad / Fluminense F.C)

A realidade do Centro de Treinamento animou o Fluminense a tirar outro sonho do papel: o estádio próprio. Com o conhecimento adquirido na construção na Barra da Tijuca, o Tricolor debate a ideia de erguer uma nova casa. Embora incipiente, a conversa existe nos gabinetes das Laranjeiras. Projetos são discutidos e terrenos, oferecidos ao clube. O presidente Peter Siemsen é favorável, entende que o próximo mandatário poderá tornar viável o desejo da torcida. Até porque o clube reclama da falta de autonomia no Maracanã.   
Pedro Antonio Ribeiro da Silva, vice de projetos especiais e homem que comanda a construção do CT, é uma espécie de porta de entrada ao assunto. Na construção do CT, em fase adiantada, se relacionou com pessoas que garantem poder ajudar. Mais de uma vez recebeu oferta de locais para abrigar a casa. Quatro deles chamaram atenção, mesmo que garanta nunca ter ido visitá-los.   
- Cada árvore tem o seu machado. É um assunto que o torcedor quer, o presidente quer e eu quero. É prematuro, não é o momento. Não tem nada razoável, consistente sobre. Entre conseguir um terreno, viabilizar, projetar, construir e terminar... é um projeto de cinco anos. Não tem como fazer tudo ao mesmo tempo. O orçamento do clube é deficitário - resume Pedro Antonio.   
“Conseguir um terreno”. A frase não é à toa. Para o CT, o local foi doado pela prefeitura do Rio. Porém, houve necessidade de aterrá-lo. Um custo alto, 35% do total da obra. A escolha, se será doado ou comprado, o local, tudo é algo complexo, que demanda tempo. Por isso, a prioridade é concluir o CT. Mas a ideia de ter estádio é antiga, anterior, por exemplo, a nomeação do dirigente, no começo de 2014. Já se cogitou reformar as Laranjeiras. E volta e meia algum projeto chega a Peter. Um deles, defendido por outros membros da direção, é construir um estádio de três andares iguais e independentes, com capacidade total de 30 mil pessoas. Assim, seria possível personalizar o local a cada tipo de jogo: pequeno teria espaço a 10 mil pessoas, médio a 20 mil e grande, 30 mil. Uma forma de racionalizar custos.  
Peter Siemsen, Pedro Antônio Ribeiro da Silva (Foto: Bruno Haddad/Fluminense FC)
É o que pensa Peter. A falta de autonomia na gestão do Maracanã faz o presidente incentivar o debate sobre a casa própria - embora ele tenha assinado um contrato de uso do local. Desde que assumiu o clube, no final de 2010, o Flu disputou 357 jogos. Apenas 75 foram no estádio (21%). Ele esteve fechado para a reforma da Copa e voltou a fechar para a Olimpíada. A administradora debate com o governo estadual mudanças na concessão. A dupla Fla-Flu defende que os clubes possam participar da gestão.   
- O próximo presidente terá um desafio: estádio. Acho que o Fluminense tem a necessidade de ter um estádio. Desde que assumi o clube, quantas vezes usei o Maracanã? É difícil contar com um estádio em que você não tenha o controle. É impossível. As suas decisões são complicadas. É sobre política de preço, é sobre fidelidade do torcedor. Seria saudável ao clube caminhar em outra direção no futuro. São coisas que o clube não fez por muito tempo, então, não dá para fazer tudo da noite para o dia - diz, para completar:   
- Agora, tem de deixar uma discussão em pauta ao sucessor. Debater bem. A minha experiência diz que construir um estádio, com o perfil da demanda do clube, é o melhor. Trabalhar o conceito de entretenimento e fidelidade da forma mais eficiente possível. Futebol é gestão de negócio e tudo tem de ser feito para extrair o melhor de cada atividade que gera recurso. O estádio tem de ser exatamente o que o clube precisa, o que o torcedor precisa.   
Atualmente, o Flu está sem poder usar o Maracanã, portanto, sem casa. O estádio será liberado em setembro, após os Jogos 2016.

 

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